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        JUKEBOX WEB RADIO

MAXIMUS FESTIVAL Autódromo de Interlagos 13/05/2017

12 JUN 2017
12 de Junho de 2017

No mês passado, rolou a segunda edição do Maximus Festival, dessa vez, no Autódromo de Interlagos. A Jukebox Web Radio esteve lá pra acompanhar de perto alguns dos principais shows:

 

Böhse Onkelz

 

Com mais de 30 anos de carreira, os Onkelz são um dos maiores nomes do rock alemão. Na turnê de seu mais recente disco, Memento (2016), a banda fez apresentações de quase 3 horas, no Maximus eles tocaram 40 minutos…

 

Enfrentando um forte sol e a cara de bunda da maior parte da plateia que não tinha a menor ideia do tamanho da banda que estava a sua frente, os Onkelz fizeram um bom show. Alguns problemas técnicos no início não tiraram o brilho de clássicos como “Finde die Wahrheit”, “Danke für nichts”, “Die Kirche” e “Bomberpilot”.

 

Se comunicando em inglês, o baixista e líder da banda, Der W, fez questão repetir o quão feliz o grupo estava por poder tocar no Brasil.

 

As ótimas canções “Irgendwas für nichts” e “52 Wochen”, ambas do Memento, passaram despercebidas pelo público.

 

Acho altamente improvável que o Böhse Onkelz volte ao Brasil, se isso acontecer, eles merecem um horário melhor e mais tempo de show. 

Pennywise

 

Será que alguém já assistiu a um show ruim do Pennywise? Eu duvido. O quarteto de Hermosa Beach continua incontestável. Com um setlist escolhido a dedo, os caras fizeram um show de grandes sucessos: “Wouldn’t Be Nice”, “Can’t Believe It”, “Peaceful Day” e “Same Old Story” foram algumas canções da primeira parte do show.

 

Os covers “Do What You Want” do Bad Religion e “Blitzkrieg Bop” renderam o maior mosh pit do festival. Jim Lindenberg é um frontman nato, ele fica totalmente a vontade no palco, comandando o público em todos os refrães.

 

Na segunda parte do show os caras mandaram “Perfect People”, “Fuck Authority”, “Alien” e “Bro Hymn”. O show acabou junto com o pôr do sol. Uma das melhores apresentações do festival, o tipo de show que poderia ter toda semana!

 

Slayer

 

Durante os últimos anos, o nome do Slayer tem sido veiculado aos montes nos sites estilo “revista Contigo” de heavy metal. Episódios como a fatídica morte do guitarrista Jeff Hanneman; a passada de perna de Kerry King no baterista Dave Lombardo para receber um cachê mais alto; o apoio do vocalista (chileno) Tom Araya ao presidente Donald Trump, enfim, tudo menos música.  

 

Apesar dos pesares, o Slayer soube deixar tudo isso de lado e fazer uma apresentação ensurdecedora. Sem interagir muito com o público, a banda dividiu o show em duas partes: a primeira, alternando canções dos discos mais recentes, como “Repentless” e “ Hate Worldwide”, com alguns clássicos como “War Ensemble”. Araya canta melhor hoje do que 20 anos atrás.

 

Sonoramente, o show foi impecável! Pesado a ponto de doer o peito. A segunda parte foi dedicada as maiores pauladas dos grupo: “South of Heaven”, “Raining Blood”, “Black Magic” e “Angel of Death”. O público em geral gostou bastante da apresentação, principalmente os fãs mais radicais, que passaram o dia todo de jaqueta de couro. 

Slayer

 

Durante os últimos anos, o nome do Slayer tem sido veiculado aos montes nos sites estilo “revista Contigo” de heavy metal. Episódios como a fatídica morte do guitarrista Jeff Hanneman; a passada de perna de Kerry King no baterista Dave Lombardo para receber um cachê mais alto; o apoio do vocalista (chileno) Tom Araya ao presidente Donald Trump, enfim, tudo menos música.  

 

Apesar dos pesares, o Slayer soube deixar tudo isso de lado e fazer uma apresentação ensurdecedora. Sem interagir muito com o público, a banda dividiu o show em duas partes: a primeira, alternando canções dos discos mais recentes, como “Repentless” e “ Hate Worldwide”, com alguns clássicos como “War Ensemble”. Araya canta melhor hoje do que 20 anos atrás.

 

Sonoramente, o show foi impecável! Pesado a ponto de doer o peito. A segunda parte foi dedicada as maiores pauladas dos grupo: “South of Heaven”, “Raining Blood”, “Black Magic” e “Angel of Death”. O público em geral gostou bastante da apresentação, principalmente os fãs mais radicais, que passaram o dia todo de jaqueta de couro. 

Linkin Park

 

Se você, assim como eu, achava que não existiam fãs de Linkin Park, você está enganado! O grupo que foi uma das sensações do então chamado nu-metal no início dos anos 2000 continua com o mesmo gás de antes!

 

Lembro de assistir a primeira apresentação do grupo no Brasil, em 2005 no Morumbi. Confesso que sonoramente, pouca coisa mudou. A diferença é que agora o vocalista Chester Bennington é de fato o líder da banda no palco, sem ter a sombra de Mike Shinoda tentando aparecer o tempo todo.

 

Com mais tempo disponível do que as demais bandas, o Linkin Park soube contemplar os 7 álbuns da carreira, incluindo o recém lançado One More Light (2017).

 

“Breaking the Habit”, “In the End”, “Faint”, “Numb”, “Crawling”…nenhum clássico do início da carreira do grupo foi esquecido.

 

O Linkin Park proporcionou o melhor show de encerramento que o festival poderia ter.

 

O Festival

 

A primeira edição do Maximus foi em setembro de 2016, ou seja, menos de um ano atrás. Esse dado não pode ser esquecido. A produção do evento acertou em transferir o evento do Anhembi para Interlagos. Isso fez com que o público quase dobrasse de número: de 25 mil pessoas em 2016, para 40 mil em 2017. Ponto para a produção.

 

O maior mérito do festival foi a pontualidade dos shows. Nenhum atraso. A escolha em usar dois palcos, um ao lado do outro, permite uma grande agilidade: enquanto uma banda toca, o outro palco vai sendo montado Alguns festivais europeus, como o Wacken Open Air, vem utilizando essa fórmula como sucesso. Quando esses dois palcos precisavam de manutenção, os shows aconteciam em um terceiro. Isso proporcionou quase 12 horas ininterruptas de música. 

 

Mas nem tudo são flores. Basta uma rápida olhada na página do festival no Facebook para se ver uma chuva de reclamações.

 

Uma das maiores foi a papagaiada com os preços dos ingressos. Quem comprou logo no início das vendas chegou a pagar R$300 a meia entrada e R$600 a inteira. Esses valores por si só já são completamente fora da realidade brasileira. Pois bem, semanas antes, provavelmente as vendas não estavam indo como o esperado, foi então que a produção realizou promoções de ingressos a R$100 (meia) e R$200 (inteira). Uma total falta de respeito com quem havia comprado o ingresso antes. Diante das inúmeras críticas, a produção se calou.

 

Outra grande reclamação foi o atraso para a entrega das pulseiras que davam acesso à entrada no festival. Mesmo pagando a taxa de “conveniência”, muita gente só recebeu em cima da hora.

 

Por fim, a produção resolveu mudar a ordem das apresentações no dia anterior, encavalando alguns shows.

 

Se o Maximus quiser se firmar como mais um grande festival, essas questões precisam ser corrigidas para a próxima edição.

 

Lucas Gervilla

 

Fotos: Marta Ayora

 

Agradecimento: Isadora Ancora/Midiorama

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